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Relatrio Institucional OPAN 2016

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É com grande satisfação que apresentamos o Relatório Institucional da Operação Amazônia Nativa – OPAN referente ao ano de 2016. Ele indica uma intensa atividade que procurou efetivar ações e perspectivas de futuro para os povos com os quais a instituição trabalha, por meio do apoio ao fortalecimento de suas organizações, às práticas de gestão territorial e da conquista e valorização de políticas públicas voltadas aos indígenas e populações tradicionais.

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Os tempos atuais têm demonstrado que esse tipo de atividade não é só importante, mas necessária, muito necessária. Nos últimos anos vivemos experiências políticas que confrontaram diretamente  os movimentos sociais, mas estes  sempre  responderam à altura na luta pela garantia de seus direitos. No entanto, agora entramos em uma fase obtusa na qual não há possibilidade de se vislumbrar quais os desdobramentos e as consequências de uma movimentação que exclui o diálogo e na qual há a determinação radical de agir sobre direitos até então considerados adquiridos. A luta pela terra, a autodeterminação e a sustentabilidade ganham novos contornos em tempos como os atuais. Nesse sentido, a ação desenvolvida pela OPAN é de uma importância crucial.

O apoio à luta política dos povos indígenas e populações regionais tem o duplo caráter de garantir a qualidade de vida de tais povos e de demonstrar as possibilidades econômicas em meio ao discurso comum de um caminho único e exclusivo que beneficia poucos e destrói o meio ambiente. Lutar com e por tais povos significa um compromisso político, que faz juz à história da OPAN e aos seus predecessores. A OPAN, como se sabe, surgiu em um momento de luta semelhante e seguiu perseverante desenvolvendo projetos de alternativas econômicas, na luta pela terra, pela educação, pela saúde. Tem larga experiência em situações de pressão política – sejam elas locais ou nacionais. E agora demonstra, por este relatório, que continua firme e forte, apoiando e lutando junto com as populações com as quais sempre trabalhou.

É muito mais do que a luta pela sobrevivência, o que move tais povos. É também uma clara demonstração de resistência. Os povos indígenas são fonte de inspiração em momentos como esse que vivemos. Inspiração para todos nós, que atuamos diretamente com eles ou não, que deve nos levar a repensar as ações, repensar a política. Buscar sempre a garantia de que a vida é um bem comum e que não se deve deixar, jamais, que se abra espaço para interesses particulares que trarão prejuízos ao coletivo.

Além disso, o contexto de luta na qual povos indígenas e regionais estão inseridos leva necessariamente à busca de alternativas que fazem aflorar a criatividade. Essa criatividade é justamente aquela que fará brotar novos modos de ação que acabam por se disseminar nos contextos do indigenismo atual. Os projetos da OPAN são cuidadosamente pensados e elaborados em processos coletivos. A busca de sustentabilidade vem sempre associada à conjunção entre a ação, a economia e a estabilidade cultural. O que se abre como espaço de ampliação e de novos horizontes está a par com o respeito a um modo de vida tradicional.

Os tempos vindouros são imprevisíveis. No entanto, a OPAN se firma por disseminar um conhecimento em suas ações, o que poderá servir de exemplo para diversos outros contextos culturais. E se prepara, de maneira permanente, para o enfrentamento de retrocessos e para garantir que suas ações se conjuguem a novas lutas políticas. E as disputas políticas, no futuro próximo, como bem sabemos, estarão no campo das tentativas de ruptura constitucional. E a OPAN se estabelece, justamente, por ser uma multiplicidade, como os povos com os quais trabalha: compõe, forma, informa e dissemina ações positivas e propositivas. É preciso pensar em um mundo justo em todos os sentidos. As contribuições aqui apresentadas são parte desse caminho.

Boa leitura!

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Por Edmundo Antonio Peggion

Presidente da OPAN de 2013 a 2017

 

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