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Comea nova fase do Razes do Purus

Por: Dafne Spolti/OPAN.
Trabalho amplia aes para o Mdio Juru, junto ao povo Deni do rio Xeru.

Pesca Paumari no projeto Razes do Purus. Foto: Adriano Gambarini/OPAN.

Depois do sucesso da primeira fase, a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, volta a patrocinar o projeto Raízes do Purus, realizado pela OPAN com os povos indígenas Apurinã, Jamamadi, Paumari e dessa vez incluindo também os Deni do rio Xeruã, na bacia do Médio Juruá. As atividades giram em torno do fortalecimento desses povos por meio de manejos sustentáveis do pirarucu, de roçados e do apoio direto a suas organizações, em consonância com a Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial em Terras Indígenas (PNGATI).

“Diante de um cenário desafiador para os indígenas uma das principais questões do projeto é a promoção de uma política pública”, disse o indigenista Gustavo Silveira, coordenador do projeto. Ele explicou que dos sete eixos da PNGATI, cinco serão implementados com a proposta, envolvendo a recuperação e proteção territorial e ambiental, o uso sustentável de recursos, governança e participação indígena, além de formação e intercâmbios, voltados à qualificação dos diferentes envolvidos na execução da PNGATI.

Haverá com o projeto o apoio ao manejo de pirarucu do povo Deni, que realizou sua primeira pesca comercial de 50 peixes ano passado, e dos Paumari, referência para a atividade entre os povos indígenas, com quem a OPAN, na primeira fase do projeto Raízes do Purus, recebeu o Prêmio Nacional da Biodiversidade pelo trabalho. O manejo Paumari é reconhecido também como Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil.

Com os Apurinã será continuado o trabalho com os Sistemas Agroflorestais (SAFs) para recuperação de áreas degradadas, geração de renda e soberania alimentar. Na fase anterior do projeto, executado de 2013 a 2015, havia quatro unidades de SAFs que foram triplicados e agora – com apoio também de outros parceiros – estão chegando a outras aldeias. Junto ao povo Jamamadi, que tem na agricultura uma de suas atividades essenciais, o foco do trabalho será a melhoria da qualidade e das condições para preparo da farinha.

Além das ações com as cadeias de valor da sociobiodiversidade o projeto Raízes do Purus irá apoiar o fortalecimento de duas organizações desses povos indígenas: a Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus (Focimp) e a Associação do Povo Deni do rio Xeruã (Aspodex), contribuindo para a realização de suas atividades, como assembleias e reuniões, e para o envolvimento delas em fóruns e redes sobre manejos sustentáveis e políticas públicas de seu interesse.

Primeiras ações

Dando início ao trabalho, entre janeiro e fevereiro, a equipe do Raízes do Purus fez as primeiras reuniões de planejamento junto ao Programa Amazonas, da OPAN. Também discutiu sobre economias indígenas em seminário da instituição e participou da 49ª assembleia anual. “Foi um momento de juntar as equipes para ter um diagnóstico do contexto atual local, do que está acontecendo. Você alinha todo mundo e monta as estratégias de ações tanto local quanto a nível de território”, explicou o coordenador de campo do projeto, Leonardo Kurihara, destacando a importância disso para o sucesso do projeto.

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Seminário sobre economias indígenas realizado na OPAN. Foto: Giovanny Vera/OPAN.

Contato com a imprensa

Dafne Spolti

dafne@amazonianativa.org.br

(65) 3322-2980 / 9 9223-2494
 

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