14 de novembro de 2010

A atual conjuntura socioambiental dos povos e territórios indígenas nos países que partilham o bioma Amazônia tem características semelhantes: os movimentos indígenas amazônicos vivem hoje a transição da exclusiva luta pela terra para a consolidação do controle territorial. Por um lado demandam reconhecimento, visibilidade e respeito para suas práticas e saberes associados ao manejo de […]

A atual conjuntura socioambiental dos povos e territórios indígenas nos países que partilham o bioma Amazônia tem características semelhantes: os movimentos indígenas amazônicos vivem hoje a transição da exclusiva luta pela terra para a consolidação do controle territorial. Por um lado demandam reconhecimento, visibilidade e respeito para suas práticas e saberes associados ao manejo de recursos naturais e, por outro, buscam ampliar habilidades para lidar com os desafios da gestão territorial. Para debater o impacto desses desafios, à escala da Amazônia, é indispensável trocar experiências e conhecimentos entre os povos indígenas e as políticas públicas desenvolvidas em cada país.

Com o objetivo de promover um balanço das experiências de mapeamentos participativos e de gestão territorial conduzidas na Amazônia Brasileira e hispânica, Seminário Internacional: Mapeamentos Participativos e Gestão de Territórios Indígenas na Amazônia pretende reunir o estado da arte e os aprendizados das iniciativas, bem como abordagens, conceitos e metodologias empregadas avaliando suas repercussões para a garantia do bem estar e da autonomia dos povos indígenas. Entre os dias 15 e 19 de novembro, representantes do movimento indígena, da sociedade civil e de governos do Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana Inglesa e Guiana Francesa estarão reunidos na capital do estado do Acre, Rio Branco, para discutir essa agenda.

Durante o encontro, representantes de associações indígenas e técnicos de organizações parceiras irão apresentar conceitos e metodologias empregados nos processos de gestão territorial indígena nos diferentes países. O debate pretende promover um avanço na agenda da autonomia dos povos indígenas na gestão de seus territórios. A proposta é, também, contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas, que devem ter como eixo principal a garantia da titularidade e a integridade dos territórios indígenas na Amazônia.

Um dos pontos altos da programação é a Feira de Exposição de Experiências. A atividade, que acontece no Centro de Formação dos Povos da Floresta, é um espaço para que os participantes troquem informações, materiais e produtos relacionados aos conhecimentos acumulados de cada país.

O Seminário Internacional: Mapeamentos Participativos e Gestão de Territórios Indígenas na Amazônia é uma iniciativa de um amplo conjunto de organizações indígenas e não indígenas da Amazônia (entre as quais está a OPAN, através do ‘Projeto Aldeias’). O comitê executivo do evento é composto pela Comissão Pró-Indio do Acre (CPI Acre) e o Governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria Especial dos Povos Indígenas (SEPI), e de Meio Ambiente (SEMA) e pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

 

Programação

15/11 (segunda-feira) às 18h: Abertura e coquetel de boas vindas

(Auditório da Biblioteca da Floresta)

16 e 17/11 (terça-feira e quarta-feira) das 08h às 18h: Painéis de apresentações orais das experiências de etnomapeamento e etnozoneamento (Auditório da Usina de Artes) e Feira de Experiências (Centro de Formação dos Povos da Floresta)

18 e 19/11 (quinta-feira e sexta-feira) das 08h às 18h:Trabalhos em grupo e Plenária Final (Centro de Formação dos Povos da Floresta)

Contatos com a imprensa
comunicacao@amazonianativa.org.br
(65) 3322-2980

 

 

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