18 de março de 2011

Por: Comunicação OPAN Aldeia Japuíra, Brasnorte-MT Cerca de 15 índios da etnia Myky participaram da primeira oficina de capacitação do Projeto Berço das Águas, que pretende elaborar planos de gestão territorial em terras indígenas e viabilizar o aproveitamento econômico de espécies nativas do Cerrado e da Amazônia como alternativa ao desmatamento no Noroeste do Mato Grosso. […]

Por: Comunicação OPAN

Aldeia Japuíra, Brasnorte-MT Cerca de 15 índios da etnia Myky participaram da primeira oficina de capacitação do Projeto Berço das Águas, que pretende elaborar planos de gestão territorial em terras indígenas e viabilizar o aproveitamento econômico de espécies nativas do Cerrado e da Amazônia como alternativa ao desmatamento no Noroeste do Mato Grosso.

A proposta inicial de fazer uma capacitação para manejo de seringa e castanha foi alterada durante o primeiro encontro da equipe da OPAN com os Myky por causa da escassez de castanhais e seringueiras na área protegida. Em vez disso, os indígenas optaram pela montagem de um viveiro de 150m2 capaz de abrigar cerca de 4 mil mudas.

“O interesse maior era plantar mais mudas de seringueira, além do jenipapo e espécies de Cerrado como a mangaba e o pequi, que hoje estão longe da aldeia”, explica Luiz Henrique Barbosa, coordenador de campo do Berço da Águas, projeto patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental. Regiões que originalmente eram importantes para os Myky para coleta de frutos, mas que estão fora da área homologada estão a cada ano mais degradadas, por isso os índios estão identificando a necessidade de aumentar a variedade de plantas dentro de seu território para consumo interno e para aproveitamento econômico. “Um dos efeitos do desmatamento no entorno pode ser a elevação do número de cobras na área da aldeia, verificada durante os dias da nossa oficina. Elas estariam fugindo de outras áreas desmatadas”, sugere Luiz Henrique Barbosa.

Entre os dias 11 e 15 de março, a equipe da OPAN organizou em parceria com os Myky a montagem do viveiro, desde a etapa de croquis e maquetes até a limpeza da área, o cercamento e a obtenção das mudas. “O trabalho foi muito elogiado, as perspectivas são de que teremos a mesma união e vontade de realizar atividades importantes para a gestão dos recursos naturais dentro das terras indígenas atendidas pelo projeto”, comentou Luiz Henrique Barbosa.

As oficinas de capacitação fazem parte da etapa inicial do Projeto Berço das Águas, com a finalidade de estruturação das cadeias produtivas de recursos da Amazônia e do Cerrado. A produção de mudas subsidiará plantios de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em roças e quintais nas aldeias.

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