04 de abril de 2011

Por: Comunicação OPAN A Operação Amazônia Nativa (OPAN) e a Rede Mato-grossenese de Educação Ambiental (Remtea) firmaram no dia 30 de março uma parceria como parte do Projeto Berço das Águas, que vai elaborar planos participativos de gestão ambiental nas terras indígenas Manoki, Myky e Enawene Nawe. As três áreas cobrem cerca de 1 milhão […]

Por: Comunicação OPAN

A Operação Amazônia Nativa (OPAN) e a Rede Mato-grossenese de Educação Ambiental (Remtea) firmaram no dia 30 de março uma parceria como parte do Projeto Berço das Águas, que vai elaborar planos participativos de gestão ambiental nas terras indígenas Manoki, Myky e Enawene Nawe. As três áreas cobrem cerca de 1 milhão de hectares na bacia do rio Juruena. Um dos objetivos do projeto é identificar potencialidades econômicas para produtos florestais não madeireiros da faixa de transição Cerrado-Amazônia e oferecer alternativas de renda aos povos indígenas através da conservação da natureza.

A professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Michele Sato, que representou a Remtea na reunião, destacou a importância deste trabalho no esforço de mapeamento social do Mato Grosso. E manifestou interesse em montar uma cartografia dos espíritos e locais sagrados a partir da perspectiva indígena. Além disso, o projeto poderá viabilizar a participação de indígenas como formadores dos não indígenas na UFMT. A OPAN convidou a rede para participar do conselho gestor do Projeto Berço das Águas e aguarda a indicação de um representante.

A OPAN aproveitou a oportunidade para apresentar seus trabalhos no Amazonas e no Mato Grosso, ressaltando a relevância das parcerias com os povos indígenas do noroeste do estado, e tendo em vista a preservação cultural e ambiental de seus territórios. As terras Enawene Nawe, Myky e Manoki passam atualmente por processos de revisão de seus limites, num contexto de graves agressões e ameaças no entorno dessas áreas por pressão das frentes de desmatamento em nome da pecuária, do agronegócio, da exploração madeireira e da instalação de centrais hidrelétricas.

“A elaboração dos planos de gestão ambiental é também uma maneira de instrumentalizar os povos indígenas para os embates políticos, na medida em que eles conhecem as potencialidades de seu próprio território e decidem por seu melhor usufruto”, explica Artema Lima, da OPAN. Desta maneira, as negociações com o poder público visando acesso aos recursos do ICMS Ecológico, ou compensações ambientais decorrentes da instalação de empreendimentos que muitas vezes geram conflitos de ordem social e ambiental nas aldeias, poderão ficar mais qualificadas.

O Projeto Berço das Águas tem ainda como propostas apoiar e realizar intercâmbios de experiências em gestão ambiental entre os povos indígenas; oferecer formação para os gestores das associações e agentes ambientais indígenas; criar um fundo para pequenos projetos; apoiar as cadeias produtivas da seringa, castanha-do-Brasil e frutos do Cerrado; realizar inventários florestais e elaborar os planos de gestão, contribuindo para a implantação da Política Nacional de Gestão Ambiental nas Terras Indígenas (PNGATI) em Mato Grosso.

Além da coordenadora do Projeto Berço das Águas, Juliana Almeida, e da educadora ambiental Artema Lima, e Adriana Werneck Regina, da OPAN, estavam presentes integrantes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria do Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc), Coletivo Jovem (CJ), Instituto Caracol, Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Artes (GPEA) e Secretaria do Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema). “O encontro de todas essas entidades foi muito proveitoso, pois a partir de agora aumentam as perspectivas de interlocução e de novas parcerias formais com GPEA, Instituto Caracol, e outras instituições”, diz Artema Lima.

Berço das Águas: colhendo riqueza nas terras indígenas do Mato Grosso

O quê: Projeto para elaborar planos de gestão ambiental em três terras indígenas do Noroeste de MT e fomentar cadeias produtivas de frutos nativos do Cerrado e da Amazônia para fins de geração de renda e sustentabilidade ambiental dos territórios.

Para quê: Apoiar a gestão ambiental e melhoria das condições de vida dos povos Enawene Nawe, Manoki e Myky

Quando: 2011-2012

Quem: Operação Amazônia Nativa (OPAN), com patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental

Onde: Terras Indígenas Enawene Nawe, Myky e Manoki, nos municípios de Sapezal, Comodoro, Juína e Brasnorte (MT)

OPAN

A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Atualmente suas equipes trabalham em parceria com povos indígenas do Amazonas e do Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas à garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e na manutenção das culturas indígenas.

Contatos com imprensa

Andreia Fanzeres: +55 65 33222980 / 81115748

Email: comunicacao@amazonianativa.org.br

OPAN – Operação Amazônia Nativa

http://www.amazonianativa.org.br

 

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