31 de julho de 2011

Este é o plano de gestão dos Paumari do rio Tapauá: os Paumari do Lago Manissuã, do Lago Paricá e do rio Cuniuá. Ele mostra como os paumari buscaram pistas de solução para os seus problemas, necessidades e expectativas. Os Paumari habitam preferencialmente lagos, várzeas, praias e igarapés da bacia do rio Tapauá. Nesta região […]

Este é o plano de gestão dos Paumari do rio Tapauá: os Paumari do Lago Manissuã, do Lago Paricá e do rio Cuniuá. Ele mostra como os paumari buscaram pistas de solução para os seus problemas, necessidades e expectativas.

Os Paumari habitam preferencialmente lagos, várzeas, praias e igarapés da bacia do rio Tapauá. Nesta região convivem com populações vizinhas, como ribeirinhos da Foz do Tapauá e do Camaruã, regatões, comerciantes, pesqueiros orinundos de Manaus e de outras cidades do Amazonas, missionários, populações das cidades de Tapauá, de Canutama, etc.

Arraigados nesta região de águas extensaas, os Paumari desenvolveram sua vida em sintonia com seu território, mas enfrentam os problemas da pressão sobre os recursos naturais.

Este plano de gestão foi uma maneira de construir um caminho para resolver melhor os dilemas da sua vida atual. Para isso, contaram com o apoio do Projeto Aldeias – Conservação na Amazônia Indígena, uma parceira da OPAN com Visão Mundial, apoiada pela USAID.

Em três anos, foram feitos diagnósticos, avaliações ecológicass, oficinas de capacitação em etnomapeamento e etnozoneamento através de metodologias participativas. Da mesma forma, aconteceram debates em cada uma das aldeias e entre todas elas, além de reuniões com as populações vizinhas, a organização indígena, os agentes do governo e os parceiros.

Os Paumari produziram calendários que expressam seu modo de gerir o mundo, criaram etnomapas que contêm conhecimentos antigos e modernos sobre seu território e estabeleceram acordos entre as aldeias para, assim, viver melhor. Procuraram também outras formas de avançar no manejo dos lagos, unindo o saber dos mais velhos com as coisas novas que a ciência ensina.

Tudo isso ajudou a fazer juntos este livro, que é um plano para proteger terras e águas, organizar o uso dos recursos naturais, ampliar os horizontes da saúde e da educação, demandar do governo o apoio que deve ser dado e expressar o jeito próprio e diferente de viver.

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