27 de março de 2014

Desafio do Berço das Águas é apoiar a implementação de planos de gestão na bacia do Juruena. Por: Keka Werneck/OPAN O Projeto Berço das Águas, que desde 2011 apoia os povos Manoki, Myky e Nambiquara em gestão territorial na bacia do rio Juruena, reinicia suas atividades por mais dois anos.Chegou a hora de colocar em […]

Desafio do Berço das Águas é apoiar a implementação de planos de gestão na bacia do Juruena.

Por: Keka Werneck/OPAN

O Projeto Berço das Águas, que desde 2011 apoia os povos Manoki, Myky e Nambiquara em gestão territorial na bacia do rio Juruena, reinicia suas atividades por mais dois anos.Chegou a hora de colocar em prática algumas ações contidas nos planos de gestão elaborados pelos Manoki, Myky e Nambiquara da Terra Indígena (TI) Pirineus de Souza na primeira etapa do projeto. A Operação Amazônia Nativa (OPAN), realizadora da iniciativa, vai atuar também na TI Tirecatinga, com envolvimento total nos municípios de Brasnorte, Comodoro e Sapezal.

 

Esses são territórios protegidos, porém ameaçados pela pressão do desmatamento.

O grande objetivo do projeto Berço das Águas, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental, é fortalecer o protagonismo dos indígenas, apoiar formas tradicionais de manejo do território e a conservação da biodiversidade.

Além dos planos de gestão, o projeto já acompanhou os povos indígenas no manejo sustentável de pequi, seringueiras e outras espécies. Na produção de mudas nativas e frutíferas, coleta de sementes e ramas para várias finalidades, enriquecimento das roças tradicionais e na recomposição florestal de duas terras indígenas.

Entre as publicações oriundas da iniciativa, destacaram-se os cadernos “Jeitos de Fazer”, que reúne diferentes metodologias de elaboração de planos de gestão territorial indígena, e “Avaliação Ecossistêmica do Milênio e o pensamento indígena”, elaborado pelos indígenas e organizado pela OPAN e o GPEA da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Nessa segunda etapa, serão priorizados o plano de gestão territorial da TI Tirecatinga e várias ações indicadas pelos indígenas na fase anterior, como o beneficiamento de pequi e sementes florestais, além da construção de um viveiro coletivo, com cerca de mil mudas na TI Pirineus de Souza, onde haverá formação dos gestores da associação local.  Nessa fase, será publicado um livro sobre o manejo das roças indígenas e o clima e um caderno sobre a experiência de implementação dos planos de gestão territorial, fonte riquíssima de diversidade e exemplo de manejo de roças.

Essas são experiências que podem melhorar as condições socioambientais, inspirando toda uma região.

A bacia do rio Juruena é uma região de beleza natural exuberante. Abriga as nascentes do Tapajós, emolduradas por floresta amazônica e Cerrado.

 
 
 
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