16 de maio de 2014

Por: Keka Werneck/OPAN Cáceres (MT) – O projeto Berço das Águas, executado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN), foi um dos poucos convidados, de um universo de mais de 700 projetos socioambientais patrocinados pela Petrobras em todo o país, para ser apresentado ao cantor e poeta Lenine. O cantor participa do projeto “Encontro Socioambientais com Lenine […]

Por: Keka Werneck/OPAN

Cáceres (MT) – O projeto Berço das Águas, executado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN), foi um dos poucos convidados, de um universo de mais de 700 projetos socioambientais patrocinados pela Petrobras em todo o país, para ser apresentado ao cantor e poeta Lenine.

O cantor participa do projeto “Encontro Socioambientais com Lenine – música e sustentabilidade numa só nota”, que também é patrocinado pela Petrobras e viaja o Brasil estabelecendo o diálogo com essa gente que Lenine chama de “povo do bem”. Pessoas abnegadas que lutam pela conservação da biodiversidade brasileira.

Em Mato Grosso, a Petrobras convidou quatro projetos: Berço das Águas, Pacto das Águas, Poço de Carbono e o projeto anfitrião, Bichos do Pantanal.

A coordenadora do projeto Berço das Águas, Artema Lima, explicou ao cantor e demais presentes que a iniciativa tem três grandes objetivos. Um deles é elaborar e implementar estratégias de gestão territorial e ambiental em quatro terras indígenas Manoki, Myky, Tirecatina e Pirineus de Souza localizadas na bacia do rio Juruena, região ameaçada pelo agronegócio e por empreendimentos energéticos.

O projeto, na sua primeira fase, elaborou os planos de gestão territorial Manoki, Myky e da Terra Indígena Pirineus de Souza do povo Nambiquara. Para esta segunda fase do projeto estão previstas expedições de monitoramento do estado de conservação ambiental das TIs envolvidas no projeto; seminário temático; ações de educação ambiental nos municípios de Comodoro, Sapezal e Brasnorte e oficinas para a elaboração do plano de gestão da Terra Indígena Tirecatinga.

O segundo grande objetivo do projeto Berço das Águas, como ressaltou Artema Lima, é apoiar o manejo indígena do território. Isso implica em, entre outras ações, promover o intercâmbio de sementes entre os povos da bacia do rio Juruena e trabalhar o beneficiamento do pequi e sementes para o artesanato nas TIs Manoki e Myky.  Esta é uma forma de buscar contribuir com o manejo cultural dos povos, que plantam, historicamente, suas roças e quintais, com uma rica variedade de espécies como de milho e mandioca.

O terceiro eixo do projeto é fornecer assessoria e suporte técnico para o aprimoramento da implementação de ações de gestão territorial e ambiental nas TIs. “Por isso, vamos realizar atividades pedagógicas de gestão de projetos junto a associações por meio do fundo de pequenos projetos para que eles consolidem o protagonismo de seus planos de futuro”, informou a coordenadora do projeto.

“O nosso sonho é que os povos indígenas saiam da invisibilidade. Que eles se tornem visíveis e respeitados”, finalizou Artema.

Também fizeram apresentações ao Lenine representantes do projeto anfitrião Bichos do Pantanal, que atua em Cáceres, e dos projetos Poço de Carbono, em Juruena, e Pacto das Águas, em Juina, Juara, Brasnorte e Cotriguaçu.

A gestora da Petrobras, Leyla Maciel, afirmou que é de uma importância muito grande apostar no sonho das pessoas e que sempre se emociona ao ouvir sobre os resultados. “Quando a Petrobras aposta em projeto midiático, como times de futebol, não importa muito o resultado. Mas, quando o projeto é socioambiental, temos que ganhar. Por isso a Petrobras coloca um gestor ao lado de vocês. A gente pega uma carona no sonho de vocês e sonha também”.

A Petrobras não tem empreendimentos em Mato Grosso. Mas, para a gestora Leyla, a Petrobras está aqui, através dos projetos que patrocina. “Isso é super gratificante. A conquista de vocês é a nossa vitória também”.

O gerente setorial de Relacionamento Comunitário da Petrobras na região Norte, Centro-Oeste e Minas Gerais, Alexandre Schuh, ressaltou que o sucesso dos projetos está na parceria forte e correta do terceiro setor, de entidades como as que estão hoje aqui, representando esses quatro projetos que acessam recursos através de seleção pública, portanto dentro de uma total transparência e efetivamente depois conseguem executar aquilo que foi proposto, com o acompanhamento dos profissionais da Petrobras. Isso fecha um ciclo virtuoso e todos estão de parabéns, principalmente o terceiro setor, a sociedade civil organizada brasileira”.

O projeto Encontros Socioambientais com Lenine chegou à sexta etapa em Cáceres, onde o cantor fez à noite um show aberto em praça pública. Outras seis etapas serão cumpridas, até o final do projeto.

Quando terminar, o projeto Encontros Socioambientais com Lenine resultará em um vídeo e um livro.

Visite o site do projeto Encontros Socioambientais com Lenine.

Conheça o site do projeto Berço das Águas. 

 

Contatos com a imprensa
comunicacao@amazonianativa.org.br
(65) 3322-2980

Entenda em seis pontos as diretrizes do CNJ para os povos indígenas no acesso ao Judiciário

06 Mai, 2022

O ato recomendatório traz procedimentos para garantir o pleno exercício dos direitos dos povos indígenas na Justiça. Saiba o que pode ser exigido em um processo judicial quando há pessoas e povos originários envolvidos.

Estela Ceregatti homenageia cacica xavante em novo álbum

28 Abr, 2022

Carolina Rewaptu é a primeira cacica Xavante de Mato Grosso e faz parte do grupo de mulheres que coletam sementes nativas para o reflorestamento de áreas desmatadas.

Garimpo ilegal vitimou mais de 100 indígenas Yanomami em 2021 

26 Abr, 2022

Exploração sexual, fome, contaminação e destruição ambiental são as principais causas de mortes. Este é considerado o pior momento de invasão desde a demarcação do território.
Nossos Parceiros
Ver Mais