13 de maio de 2015

“Agora nós estamos nesta discussão de gestão territorial. Nós sempre cuidamos do nosso território, mas estamos nos sentindo preocupados, ameaçados por essa política do homem branco do desmatamento. Antigamente, quando não havia brancos, não tínhamos necessidade de nos preocuparmos com os limites do território tradicional e com o meio ambiente. Era tudo interligado, e não poderia ser […]

“Agora nós estamos nesta discussão de gestão territorial. Nós sempre cuidamos do nosso território, mas estamos nos sentindo preocupados, ameaçados por essa política do homem branco do desmatamento.

Antigamente, quando não havia brancos, não tínhamos necessidade de nos preocuparmos com os limites do território tradicional e com o meio ambiente. Era tudo interligado, e não poderia ser diferente! Não faz sentido destruir a natureza, ou seja, estragar os lugares onde se obtém os alimentos, os recursos para a manutenção da cultura e também os lugares sagrados.

Fazíamos nossas festas e não nos preocupávamos com reuniões. Não tinha preocupação com questões de saúde, de PCHs. Não tinha plantação de branco como tem agora, não tinha associação, não tinha município, prefeito e escola. Mas a educação tradicional tinha. Tinha as histórias, a nossa ciência e tinha a geografia de conhecer o território.
Hoje em dia precisamos ficar atentos aos limites do território devido às invasões de madeireiros, fazendeiros e pecuaristas. Além desses problemas, o meio ambiente do entorno foi e está sendo muito degradado, reduzindo ainda mais os recursos naturais. Nosso território tradicional está virando uma ilha cercada de impactos ambientais negativos. Queremos, como antes, continuar vivendo em nossa terra utilizando os recursos naturais de forma sustentável, sem prejudicar o meio ambiente.
Queremos, com este plano de gestão, mostrar a nossa cultura, nosso modo de vida, o nosso pensamento, as ameaças dentro e no entorno do nosso território e o que esperamos para o futuro. É preciso todo mundo conhecer a cultura indígena para poder respeitar e conversar melhor.”
 
Povo Manoki
 
 
 
 

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