05 de julho de 2019

O PGTA é um instrumento da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas que permite aos povos se organizarem internamente e planejarem o futuro.

Os povos Manoki, Rikbaktsa, Nambikwara e Pareci, do noroeste de Mato Grosso, marcaram presença no 3º Congresso Internacional de Povos Indígenas da América Latina, que ocorreu em Brasília de 3 a 5 de julho. O evento, além de reunir indígenas e parceiros dos povos latino americanos, propiciando uma troca de experiências intensa, também coloca em diálogo o conhecimento tradicional e acadêmico. 

Os oito participantes de Mato Grosso deram uma contribuição importante ao compartilhar suas experiências na roda de conversa: “Intercâmbio de experiências sobre implementação de Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA)”, durante a qual dialogam sobre os diferentes PGTAs elaborados por seus povos. A atividade foi organizada pelo Projeto Berço das Águas da Operação Amazônia Nativa. 

3º Congresso Internacional de Povos Indígenas da América Latina promove a interação latino americana. Foto: Tarcísio Santos.

Na bacia do Juruena, região em que vivem os representantes das quatro etnias, até o momento são seis Planos de Gestão concluídos e um em elaboração. “Para nós, o Plano de Gestão é como se fosse uma bíblia sagrada, porque a gente traz nossa mitologia, nosso deus, nossos heróis e como funciona o sistema tradicional do nosso povo”, explicou Genilson Kezomae que foi para o congresso com a missão de apresentar o Plano Haliti Paresi recém elaborado. 

“Também consideramos o nosso plano de gestão uma constituição igual a brasileira, onde a gente mostra os deveres e as obrigações das nossas comunidades, de cada indivíduo Haliti e das nossas organizações. Ele funciona como um plano diretor. Projetamos nossas metas de trabalhos e de luta para trazer qualidade de vida para nossas comunidades indígenas, em equilíbrio com a natureza e respeitando nosso sagrado tradicional”, acrescentou Genilson. 

Roda de conversa: Intercâmbio de experiências sobre implementação de Planos de Gestão Territorial e Ambiental. Espaço FULNI-Ô | Maloca, 3 de julho. Foto: Tarcísio Santos.

Rosinês Camunu, da etnia Manoki, viu no espaço a oportunidade de compartilhar com outros povos as preocupações de seu povo: “da minha etnia, o que eu trouxe para o encontro foi a grande preocupação sobre a bacia Juruena. Lá a gente está com muitos projetos de construção de usinas (hidrelétricas)”. Rosinês também colocou em discussão a demora pela homologação da terra de seu povo, que vem sendo desmatada enquanto o processo burocrático da demarcação não é concluído. Edvaldo Mampuche, professor Manoki, aproveitou a oportunidade para falar sobre a preservação ambiental que seu povo realiza.

Indígenas de Mato Grosso compartilham suas experiências com os Planos de Gestão Territorial e Ambiental. Foto: Tarcísio Santos.

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