17 de janeiro de 2020

Ele provavelmente já havia ultrapassado os cem anos e, mesmo assim, até meados de 2018, desempenhava um dos papéis mais importantes da cultura de seu povo

Esta semana faleceu Francisco Tsipé, o ancião dos anciãos Xavante, deixando muita saudade a todos os familiares e amigos. Segundo contam, no tempo da chegada dos Waradzu [brancos] em território Xavante, ele já era um senhor. Provavelmente já havia ultrapassado os cem anos e, mesmo assim, até meados de 2018 desempenhava um dos papéis mais importantes da cultura de seu povo, presidindo o Warã (conselho dos homens adultos) na aldeia central da Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé, que leva o mesmo nome.

Muitos são os motivos de respeito e admiração do povo Xavante e de amigos e parceiros por Tsipé. Era um grande conhecedor das histórias e tradições; podia indicar aos homens mais novos quando e onde encontrariam o apreciado porco do mato para a caça; de tudo sabia. Além disso, foi protagonista na luta pela demarcação e desintrusão da TI Marãiwatsédé, de onde haviam sido levados embora no período da Ditadura Militar.

Com muita dedicação sua e de seu povo, teve a felicidade de ver seus filhos e netos retornarem consigo e sua esposa Martinha para viverem na TI Marãiwatsédé e de ver também a construção de novas aldeias onde suas roças e práticas culturais prosperam a cada dia.

Nos solidarizamos com os familiares, o povo Xavante e os amigos, incluindo indigenistas da OPAN para quem Tsipé representava a força de seu povo e a sabedoria de um velho guerreiro.

Equipe da Operação Amazônia Nativa – OPAN

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