25 de setembro de 2020

Em relação ao discurso do presidente Jair Bolsonaro para a Assembleia Geral da ONU, o diretor-presidente da OPAN, Rinaldo Arruda, afirma que é absurdo atribuir os incêndios aos povos indígenas e caboclos.

Em relação ao discurso do presidente Jair Bolsonaro para a ONU, o diretor-presidente da OPAN, Rinaldo Arruda, afirma que é absurdo atribuir os incêndios aos povos indígenas e caboclos. “É com muita tristeza que eu vejo essa tragédia acontecendo. Ela é resultado direto de uma postura do governo que insufla o ataque aos indígenas, o ataque aos pequenos agricultores e à agricultura familiar.”

Em um vídeo gravado para a Assembleia Geral da ONU, no dia 22 de setembro, Bolsonaro tentou atribuir aos povos indígenas e aos caboclos a culpa pelos incêndios que destroem milhares de hectares de mata em vários estados brasileiros. Segundo o presidente, a floresta amazônia não pega fogo no interior, só nas bordas, porque é úmida, e quem coloca fogo nos arredores são o índio e o caboclo.

A fala provocou indignação entre representantes dos povos indígenas, entre pesquisadores e indigenistas e outras entidades da sociedade civil, pois não corresponde à realidade. A política ambiental do governo é duramente criticada pela comunidade internacional. O discurso do presidente na ONU ocorreu em um contexto de tragédia ambiental, devido ao recorde histórico de focos de incêndios registrados em diferente biomas, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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