31 de agosto de 2021

O trabalho remoto, que até então aplicava-se a raras relações trabalhistas, geralmente do ramo da burocracia estatal, passou a ser uma imposição, uma realidade. Mas a pergunta que tentaremos responder e registrar neste relatório é: como uma instituição indigenista continua atuando em um contexto de trabalho remoto?

A rotina de trabalho conhecida como “normal” antes do início da pandemia da covid-19 durou apenas dois meses do ano de 2020. Já em março, o cronograma de ações e compromissos com os projetos e comunidades deu lugar à pauta de ações emergenciais que a OPAN assumiu como forma de atenuar os impactos da doença entre os povos indígenas.

Após o processo de rearranjo interno, a OPAN defrontou-se com uma adversidade: era preciso obter informações confiáveis, atualizadas e precisas sobre a situação das comunidades sem pisar nas aldeias. O desafio foi superado com a elaboração de um protocolo de monitoramento remoto das terras indígenas.

Em 2020, a emergência das ações de saúde como prioridade fez com que a OPAN retornasse às suas origens. O cuidado com o bem viver dos povos sempre foi a matriz institucional da organização, e com a crise sanitária essa expertise foi bem aproveitada.

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