15 de junho de 2009

A Terra Indígena Marãiwatsédé, do povo Xavante, localiza-se no nordeste do estado do Mato Grasso, em uma região divisora de águas entre as bacias dos rios Xingu e Araguaia, na transição entre os biomas cerrado e amazônico. Trata-se de uma região extremamente rica em biodiversidade, exatamente pelo fato de estar em uma zona de transição. […]

A Terra Indígena Marãiwatsédé, do povo Xavante, localiza-se no nordeste do estado do Mato Grasso, em uma região divisora de águas entre as bacias dos rios Xingu e Araguaia, na transição entre os biomas cerrado e amazônico. Trata-se de uma região extremamente rica em biodiversidade, exatamente pelo fato de estar em uma zona de transição. Todavia, esta é também a TI mais devastada da Amazônia Legal, visto que suas terras estão ocupadas por posseiros e fazendeiros que esperam decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a legalidade da homologação, ocorrida em 1998; enquanto isso permanecem explorando seus recursos.

A OPAN, em parceria com a ANSA, ONG atuante na região do Baixo Araguaia, vem desenvolvendo um projeto de fortalecimento da agricultura tradicional e apoio à diversificação do banco genético de espécies vegetais dos A’uwẽ (autodenominação Xavante), com o intuito de ajudar a reverter a grave situação de insegurança alimentar e degradação ambiental que esse povo enfrenta. Para isso, algumas atividades vêm sendo desenvolvidas desde setembro de 2008, como:

1) a construção de um viveiro junto a escola para a produção de mudas dentro da própria aldeia em parceria com os professores e junto com os alunos, bem como o plantio de espécies de adubos verdes para recuperação do solo e posterior implantação de um pomar;

2) a realização de uma oficina de apicultura que contou com a participação de cerca de 20 pessoas em duas etapas. Essas etapas foram teórico-práticas e o próximo passo será a captura de enxames para iniciar a implantação de um apiário;

3) o plantio de mudas e sementes nos quintais e nas roças tradicionais objetivando o aumentando da variedade de frutíferas, cuja coleta é muito apreciada por este povo.

Os Xavante, de modo geral, garantiram tradicionalmente a sua subsistência através de atividades de coleta silvestre, da caça e da agricultura. Devido à sedentarização compulsória deste povo e à destruição da vegetação nativa, a coleta e a caça tiveram uma diminuição drástica, tanto na quantidade quanto na variedade de espécies. Este fatores contribuíram para o crescimento da relevância da agricultura como alternativa de sobrevivência dos Xavante nos últimos 40 anos. Em Marãiwatsédé vivem cerca de 800 pessoas e a pressão sobre os escassos recursos disponíveis aumenta a cada dia. Estes índios estão ocupando apenas 20.000 ha de pasto, aguardando a decisão do STF. Atividades que visam contribuir para a melhoria das condições de vida desses indígenas são de extrema importância, e medidas de maior escala como a recuperação das áreas degradadas (pastagens, nascentes e áreas de proteção permanente) são necessárias para a melhoria das condições de vida dos A’uwẽ de Marãiwatsédé.

 

 

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