11 de abril de 2022

Os objetivos do PGTA do Povo Rikbaktsa são de estabelecer ações prioritárias e acordos internos que permitam a manutenção da cultura, a proteção e controle territorial, o manejo sustentável dos recursos naturais, a geração de alternativas econômicas, de renda e a ampliação do diálogo com instituições governamentais e não governamentais.

Temos nossa língua materna classificada no tronco linguístico Macro-Jê. Nosso nome significa “os seres humanos”. Rik é pessoa, ser humano; bak é um reforço de sentido; e tsa é a forma plural. Somos habitantes imemoriais da bacia do rio Juruena, em Mato Grosso, num território de mais de 50 mil km² que se espalha pela bacia do rio Juruena: ao sul desde a barra do rio Papagaio; ao norte até depois do Salto Augusto no alto Tapajós; a oeste alcançava orio Aripuanã e a leste o rio Arinos, na altura do rio dos Peixes.

Nossos anciões afirmam que nós vivíamos em mais de 50 aldeias espalhadas por essa região, conforme são apontadas várias delas no mapa do nosso território tradicional. Pelas histórias dos mais velhos, éramos aproximadamente cinco mil pessoas no início do século XX. Porém, durante a expansão dos não indígenas pela região, perdemos a maior parte de nosso território tradicional. Hoje, ele é composto por três terras indígenas (T.I.) demarcadas e homologadas.

Nossa população distribui-se nesse território em 38 aldeias, somando 1523 habitantes (SESAI, 2019). Além disso, há cerca de 368 Rikbaktsa morando em outras terras indígenas, em cidades da região ou trabalhando e estudando em locais mais distantes. Nossa população atual é de cerca de 1.900 pessoas.

“Os Rikbaktsa não tinham um lugar único, não éramos presos em lugar algum e, ao mesmo tempo, éramos de todos os lugares. Andávamos por todas as partes e nada nos barrava. Se o inimigo tentava, nós já tirávamos eles do nosso caminho. Éramos livres para ir onde queríamos. Andávamos pelo Amazonas, pelo Pará, pelo Mato Grosso, Rondônia. Esses nomes foram dados pelo branco, para nós era tudo lugar de andar, de buscar comida, de buscar material para nossas armas, de buscar remédio, de buscar material para os nossos enfeites. Lugar da gente viver, mas branco chega e coloca limite, coloca nome e diz até onde a gente pode ir”.

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