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Plataforma de Comunidades Locais e Povos Indígenas da Convenção do Clima inicia a 15ª reunião de seu grupo de trabalho facilitador

Representantes do Caucus Indígena e de Comunidades Locais indicam fortalecimento da participação democrática dentro da Plataforma

Membros do Grupo de Trabalho Facilitador da LCIPP. Print de transmissão online

Começou hoje (02/06) a 15ª reunião do Grupo de Trabalho Facilitador da Plataforma de Comunidades Locais e Povos Indígenas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), em Bonn, na Alemanha. Com uma década de atividade, a Plataforma vem se fortalecendo internamente, ainda sob o desafio de que seja um espaço com representação correspondente à diversidade de povos tradicionais e indígenas do mundo.


Na abertura do trabalho, o diretor de Adaptação da UNFCCC, Youssef Nassaf, destacou a relevância do monitoramento do percurso da LCIPP, assim como de que os avanços conquistados por meio da Plataforma, constantes nos acordos das COPs, se tornem concretos. “É importante para este grupo se assegurar de que esses pontos não se tornem dormentes. Que os objetivos não só apareçam nas definições das COPs, mas que possamos agir em relação a eles”.

Em nome do Fórum Internacional dos Povos Indígenas sobre Mudanças Climáticas, o Caucus Indígena, Luene Karipuna, da Rede de Cooperação Amazônica (RCA), caracterizou o diferencial da Plataforma, se comparada a outros espaços da UNFCCC, indicando os valores pelos quais ela deve se orientar.

“O trabalho a LCIPP nos lembra que as soluções climáticas não podem ser construídas apenas por meio da tecnologia, do financiamento ou das políticas públicas. Elas também devem ser construídas com respeito, ética, reciprocidade e com o conhecimento de que os povos indígenas não são apenas partes interessadas na natureza. Nós fazemos parte dela”, afirmou.

Luene Karipuna. Print da reunião do Grupo Facilitador da LCIPP

Representante do Fórum Global de Comunidades Locais sobre Mudanças Climáticas, o Caucus de Comunidades Locais lançado durante a COP30, em Belém, Gustavo Sánchez, da Rede Mexicana de Organizações Campesinas Florestais (Rede Mocaf), informou o trabalho coordenado e sistemático para contribuições dos povos tradicionais com a LCIPP.

“Vamos apresentar recomendações para incluírem as comunidades locais no grupo de trabalho facilitador para o próximo programa de trabalho neste espaço da Plataforma de Comunidades Locais e Povos Indígenas”, disse ele, especificando o workshop voltado à participação das comunidades locais na UNFCCC, a ser realizado na próxima semana, dia 8, durante a 64ª reunião dos Órgãos Subsidiários.

Gustavo Sánchez. Print da transmissão da reunião do Grupo de Trabalho Facilitador da LCIPP

Neste momento, a Plataforma se dedica ao cumprimento do Plano de Trabalho de Baku, da COP29, com período de execução até 2027. O plano é organizado em seis principais abordagens coletivas (ou eixos): 1 – reunião dos detentores de conhecimentos, 2 – reuniões regionais, 3 – mesa redonda da sétima geração, 4 – colaboração com órgãos constituídos da LCIPP, 5 – maior envolvimento com as Partes e 6 – planejamento geral da plataforma.